Caetité, Guanambi e Igaporã recebem ações do Edital de Museus do IPAC/SecultBa

 
Até o final deste mês (outubro/2017) o Museu do Alto Sertão da Bahia (MASB) está realizando palestras, oficinas, rodas de conversa, visitas guiadas e ações de intercâmbio cultural nas cidades de Caetité, Guanambi e Igaporã, no sudoeste baiano. As ações atingem ainda as comunidades urbanas e rurais desses municípios e são patrocinadas pelo Fundo de Cultura da Bahia, através do Edital Setorial de Museus da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBa), coordenados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).

“A sede do MASB será inaugurada em breve. Mas já estamos trabalhando desde janeiro (2017) embasados no modelo contemporâneo de diálogos com tipologias, ecomuseu e museu comunitário, não se restringindo somente à uma sede e nem a quatro paredes, pois se trata de um museu-processo”, afirma Zamana Brisa, membro da Associação de Amigos do Museu do Alto Sertão da Bahia (AMASB), que coordena essas diretrizes. Durante o processo, estão sendo produzidos ainda um vídeo institucional, cartilha, folder e montagem expográfica com todos os referenciais sociais e históricos dos territórios para integrarem o museu.

NÚCLEOS, QUILOMBOS, SÍTIOS e IMATERIAL – “Já promovemos mobilização, aprofundamento de identidades e referências culturais, além de capacitação, com oficinas e montagens coletivas”, completa Zamana. A ideia surgiu em 2011, via demandas das comunidades em função do impacto dos complexos eólicos na região. Serão 10 núcleos museológicos em sítios arqueológicos, quilombos, espaços culturais e comunidades. Em Caetité, a comunidade de Pau Ferro, Sítio Arqueológico Moita dos Porcos, Escola Municipal, Movimento de Mulheres Camponesas e Instituto Anísio Teixeira. Em Igaporã, o Espaço Cultural, a Escola do Tamboril e a comunidade quilombola Gurunga. Em Guanambi, as comunidades rurais Curral de Varas e Pajeú do Josefino.

O MASB ficará situado numa antiga propriedade rural da primeira metade do século XIX, em Caetité, distante 645 km de Salvador. No ano de 2014, a edificação foi restaurada e desde então tem servido como um espaço de visitação, devido a sua riqueza arquitetônica. Pertence ao museu um vasto patrimônio arqueológico, sendo já catalogadas 30 mil peças, alguns de 6 mil anos atrás, encontrados em 180 sítios. O MASB também busca a ainda preservação do patrimônio imaterial da região, como saberes e fazeres, celebrações culturais, como o Terno de Reis e Encomendação das Almas.

POLÍTICA CULTURAL DE MUSEUS – Para a museóloga e coordenadora de Editais do IPAC, Ana Coelho, esse é mais um exemplo de como o fomento do Fundo de Cultura estimula e apoia a política pública museológica na Bahia à cargo do IPAC. “Um projeto como este, além de um espaço museológico, integra e articula comunidades urbanas e rurais de um território, estimula a busca por suas histórias e identidades, e auxilia diretamente a política pública cultural”, comenta a coordenadora. Os editais da SecultBa/IPAC que profissionais e especialistas participem da política pública. O IPAC administra os editais de museus, patrimônio cultural, arquitetura, urbanismo e restauro. Emancipada desde 1810, Caetité possui mais de 52 mil habitantes e é terra natal de Anísio Teixeira.

Além d a política museológica, o IPAC detém os mais importantes museus (www.ipac.ba.gov.br/museus). O acesso é gratuito de terça-feira à domingo, sempre à tarde. São mais de 400 atividades a cada mês nos seus museus. Conheça Livros/IPAC:http://goo.gl/CDv6q3. E os vídeos: Educação Patrimonial (https://goo.gl/rJggpk), Balé (https://goo.gl/jZQjJN), Projeto Axé (https://goo.gl/34bd1a), Dinamização (https://goo.gl/S4EyRn), Bembé (https://goo.gl/63H8Ve), Boa Morte (https://goo.gl/BawMJJ) e Capoeira (https://goo.gl/wFJdGN). Acesse: www.ipac.ba.gov.br, facebook Ipacba Patrimônio e twitter @ipac_ba.
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