Blocos Afros e de Samba abrem o Carnaval Ouro Negro em dois circuitos


No circuito Batatinha, Expressão Negra, Adirá e Laroyê Arriba, são algumas atrações. No Osmar, Alerta Geral, Pagode Total e Amor e Paixão dão o tom do samba na avenida

Samba é a palavra de ordem desta quinta-feira (23) de Carnaval, no circuito Osmar. Os tradicionais blocos de samba de Salvador vão ditar ritmo da primeira noite oficial da festa. Os blocos Alerta Geral, Pagode Total, Amor e Paixão, Bloco da Capoeira, Millenar e Quero Ver o Momo, devem reunir mais de 20 mil associados e fantasiados para folia. As entidades são apoiadas pelo projeto Carnaval Ouro Negro, do Governo do Estado, gerido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). Diversas entidades carnavalescas dentre blocos afro e de índio, afoxés e grupos de samba e de reggae foram contemplados.

O primeiro bloco a desfilar é o Alerta Geral. Entre seus convidados, sambistas nacionais como Gal do Beco, Juliana Ribeiro, Raimundo Sodré, Roberto Mendes, Aloísio Menezes, Grupo Bambeia e Reinaldo (Príncipe do Pagode), que conduzirão seus mais de três mil foliões pagantes. Em seguida é a vez do bloco Pagode Total, do artista baiano Compadre Washington. O bloco será puxado pelo grupo É o Tchan e promete apresentar na avenida. Outro artista baiano que será atração principal de seu próprio bloco é o cantor e compositor Nelson Rufino que vem no Amor e Paixão, acompanhado dos grupos Fora da Mídia, Movimento e Batifun.

Outros ritmos – Mas o primeiro dia não é feito só de samba. O Bloco da Capoeira é a primeira atração afro desse primeiro dia oficial de desfile no circuito Osmar – Campo Grande, que vai apresentar um conjunto de música, dança e beleza que encanta todo público. Outro bloco é o Bankoma. Oriundo de Portão (Lauro de Freitas), a entidade apresenta na avenida um conjunto artístico formado pela ala de dança, que desfila no chão e não deixa ninguém parado.

Já no Circuito Batatinha (Praça da Sé - Rua Chile), os blocos começam os desfiles às 20h, com o Expressão Negra, seguido do Arca do Axé, Bloco Adirá, Laroyê Arriba e Levada do Jegue. Todas estas entidades são contempladas pelo Programa Ouro Negro, gerido pela SecultBA, através do Centro de Culturas Populares e Identitárias. Na sua décima edição, o Ouro Negro reconhece o legado e a importância da cultura negra e indígena para o Carnaval e mantém o apoio para garantir a presença do espetáculo de beleza e simbolismo que esses blocos fazem na avenida.

Através do projeto Ouro Negro, lançado pela SecultBA no ano de 2008, e coordenado pelo Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), a Secretaria de Cultura tem promovido uma verdadeira requalificação nos desfiles dos blocos, estimulando a valorização e a preservação da tradição afro no Carnaval, com o desfile com alas e roupas tradicionais, além da renovação dos integrantes destes blocos, com maior presença da juventude. Dentro de suas comunidades, estas entidades contribuem para o desenvolvimento social através da construção de uma cultura cidadã.

CARNAVAL DA CULTURA

O Carnaval da Cultura é o carnaval da democracia e da diversidade e do folião pipoca, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Pipoca, Carnaval Ouro Negro eOutros Carnavais. A programação completa de nossa festa está disponível nos siteswww.cultura.ba.gov.br
www.carnaval.bahia.com.br.
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