Admiro a disposição dos 50 mil voluntários em arcar com recursos do próprio bolso para trabalhar nas olimpíadas. É um exemplo do espirito olímpico .


O lamentável de tudo isso é que o "custo Brasil" dissipa todas as boas intenções dos muitos envolvidos .
O que era pretensão do nosso voo ufânico da capacidade de gerir um evento de tamanha grandeza,paradoxalmente, o evento mostra a dura realidade do país.
E os jogos não vão alterar essa realidade . Ao contrário, pelo que indica os prognósticos , será um grande prejuízo para o país.
O engodo midiático em busca de catapultar os lucros e a euforia da propaganda oficial de propagar que é um privilégio ser o primeiro país da América do Sul a sediar as olimpíadas,são argumentos fabricados em reunião de escritório. A conta não fecha e o que podia ser um privilégio se transformou em prejuízo ou uma oportunidade virou um desperdício .
As Olimpíadas virou o nosso cartão postal das mazelas que custa a desaparecer e o que o mundo custa acreditar. Exceto,em um momento como esse.
A cartilha do superfaturamento, da ingerência ,corrupção e do desperdício que são motivos da chacota lá fora , é ironismo do país do futuro que nunca abandona seu passado.
A professora Monica Belle, da universidade Johns Hopkins em um artigo para um jornal Brasileiro chegou a uma conclusão :"a um custo final de US$ 16 bilhões, ou cerca de 0,9% do PIB brasileiro. Se subtrairmos do ganho esperado de 0,2% do PIB os custos de 0,9%, a Olimpíada haverá de deixar-nos prejuízo de 0,7% do PIB, ou uns R$ 42 bilhões. Mais perdas em País cujas contas estão mergulhadas em território profundamente vermelho"
Não sei se os números da professora estão exatos, agora com certeza a afirmativa " Que as contas estão mergulhadas em território profundamente vermelho" , ela capitalizou a essência da cultura politica Brasileira.

Waldeck Alves
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