“Aedes aegypti é o inimigo nº 1 da saúde pública no Brasil”, diz David Uip

Em entrevista ao iG, o secretário de Saúde do Estado de São Paulo esclarece algumas dúvidas sobre as doenças causadas pelo mosquito – dengue, zika vírus e febre chikungunya

Com a experiência de quem já atuou em epidemias graves como as do HIV e da meningite, o infectologista David Uip, secretário de Saúde do Estado de São Paulo, não faz rodeios ao falar da gravidade das doenças relacionadas ao perigoso mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya. 
“O mosquito foi se adaptando às condições, ficando mais competente e nós, menos. Se você lembrar que lá para a década de 30 e 40 o Aedes foi erradicado e que nos dias de hoje ele é o inimigo número um da saúde pública no Brasil, nós temos que fazer uma avaliação do que deu certo e o que deu errado”, afirma Uip, que é professor de Medicina e foi diretor dos hospitais paulistas de referência nacional Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Instituto do Coração (InCor).
Toda a vez que você vive uma doença que não tem nem vacina, nem remédio, você depende da participação da sociedade" (David Uip)
Em entrevista à vice-presidente de Comunicação e Operações do iG, Maria João Abujamra, o infectologista apontou como fundamental  a união de toda a população no combate ao Aedes aegypti.
“Toda a vez que você vive uma doença que não tem nem vacina, nem remédio, você depende do impacto da sociedade, da participação da sociedade. É uma história de convencimento. As pessoas pensam que é um problema do Estado, que um é culpado ou responsável, mas é um problema de todos nós.”
A participação da sociedade se revela ainda mais fundamental diante de um dado apresentado pelo secretário. Segundo Uip, 80% dos focos do mosquito que transmite dengue, chikungunya e zika vírus estão dentro das casas das pessoas, em caixas d’água mal vedadas ou em piscinas, por exemplo.
Na entrevista que você pode ver abaixo, Uip fala mais sobre esses assuntos, além esclarecer dúvidas sobre a relação do zika vírus e a microcefalia, da maior fragilidade dos idosos à dengue e da perspectiva de uma vacina. 
80% dos focos do Aedes Aegypti estão nas casas
Aedes Aegypti é democrático, não escolhe classe social: se prolifera tanto na caixa d’água mal vedada quanto nas piscinas. Sociedade precisa ajudar no combate ao mosquito.
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