MUSEUCURTOARTE começa no MAB com mediação de dança


Projeto de Dinamização Artística de Museus será iniciado domingo, 14 de junho, com ações abertas ao público. Iniciativa da parceria Funceb/Ipac segue até dezembro com as linguagens artísticas ocupando equipamentos públicos

O projeto MUSEUCURTOARTE, de Dinamização Artística de Museus, será lançado dia 14.6, próximo domingo, no Museu de Arte da Bahia – MAB, (Corredor da Vitória). Realizado em parceria pela Fundação Cultural do Estado – Funceb e pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural – IPAC, unidades da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), o projeto irá utilizar equipamentos públicos para abrigar programação relacionada às linguagens artísticas. A abertura será com o tema “Museu Eu Curto Dança”, reunindo as ações Dança Infância e Eu Curto Dança, ambas de mediação de público, de 9h às 17h, nas salas educativas e entrada do museu. Às 10h15 da manhã do domingo acontece cerimônia oficial de abertura, com presença de autoridades, artistas, realizadores e público.

Com expectativa de receber crianças, jovens e adultos, a programação de lançamento do MUSEUCURTOARTE reúne, na manhã desta primeira edição, representantes do Centro de Formação em Artes/Escola de Dança da Funceb, Universidade Federal da Bahia e escolas da EDANÇA – Associação das Escolas de Dança da Bahia. À tarde a programação será desenvolvida pela coreógrafa e pesquisadora Lia Robatto, BTCA e espetáculos, intervenções urbanas e danças de rua selecionados do projeto Quarta que Dança 2014.

No MAB as ações do projeto serão sempre idealizadas para fazer o público conhecer melhor quem na Bahia participa das ações de cada uma das linguagens, buscando uma maior aproximação com grupos, artistas, produtores e formadores, explica Fernanda Tourinho, diretora da Funceb. “Após a abertura vamos dar sequência a um projeto que prevê a discussão de cada setor artístico. A perspectiva será a de fazer o público conhecer mais sobre a cadeia produtiva de cada linguagem e, com isso incentivar um interesse pelos projetos vindouros ou pelos que estão em execução”, detalha.

Para o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira, a parceria com a FUNCEB é imprescindível para uma nova compreensão: "Nas últimas décadas, existe entendimento internacional de especialistas de que museu não é apenas local expositivo, mas também de dinamização de acervo, ações educativas permanentes, ocupação artística de espaços contíguos, promoção de cursos, palestras, seminários, além de diálogo com todas as linguagens artísticas e tecnológicas". Ele destaca que 2015 tem um ano orçamentário complexo, mas que são essas parcerias, como com a FUNCEB, que possibilitam a troca de expertises e tecnologias.

Programação de lançamento
No começo da manhã de domingo, no MAB, acontece a Dança Infância, ação realizada pelo CFA/Escola de Dança da FUNCEB em parceria com a EDANÇA – Associação das Escolas de Dança da Bahia, voltada para o público infanto-juvenil. Inserido na programação o Encontro de Professores de Dança debate o tema “Mediação de público para a formação em dança”, de 9h às 11h30. A discussão trata de possíveis estratégias de aproximação do público com a linguagem da dança, focadas na formação, envolvendo escolas e academias de dança. Participação da Universidade Federal da Bahia, Escola de Dança da Fundação Cultural e escolas da EDANÇA – Associação das Escolas de Dança da Bahia, além de convocação pública.

De 10h30 às 11h30 será realizada, pela Escola Contemporânea de Dança, a dinâmica de mediação através de processos criativos MAB Dança, que vai envolver o público infantil, apresentando, durante trajeto pelo espaço, obras do museu. Finalizando a manhã, de 11h30 às 12h30, o Grupo Juvenil da Escola de Dança da FUNCEB faz apresentação mediada de trabalhos.

No período da tarde a ação Eu Curto Dança, desenvolvida pela DIRART/Coordenação de Dança e BTCA, foca a mediação de produtos artísticos do setor, voltada para o público em geral. Dança no Museu, de 14h às 17h, é um encontro teórico-prático ministrado pela coreógrafa e pesquisadora Lia Robatto, que aborda estratégias poéticas de mediação de público desenvolvidas pela dança, voltado para grupos profissionais de dança da cidade.

Eu Curto BTCA, de 15h às 17h, faz apresentação mediada de trecho do espetáculo Agô Arerê: Por Favor Não Aperte o Mamão, criação de Tuca Pinheiro e dramaturgia de Carmen Paternostro, com inspiração livre na visão de dois artistas: do cantor e compositor Dorival Caymmi (1994-2008) e do artista plástico Miguel Rio Branco. O Balé Teatro Castro Alves apresenta também o projeto Sob Rasura, no qual se lança na investigação acerca das transformações físicas e de pensamentos experimentadas por seus bailarinos ao longo do tempo. Serão exibidos, em TVs distribuídas pelo museu, dois filmes de dança e o flip book filmados e fotografados no canteiro de obras do TCA.

Em Mediação de Dança, de 15h às 17h, o programa inclui quatro apresentações mediadas de obras selecionadas no Quarta que Dança 2014: Farpas e Lâminas de Um Corpo Visível, de João Perene Núcleo de Investigação; Antítese, da Liga do corpo; Contactos , de Ananias Break; e We Can Do It!, de Michel le Arcanjo.

Para Matias Santiago, coordenador de Dança da Funceb, pensar a mediação como eixo transversal de ações ligadas às artes, torna-se uma estratégia potente de aproximação do cidadão ao que é produzido e difundido pelos artistas baianos: “Mais que formar público, disseminamos o interesse em consumir dança e cultura. O ‘Museu Eu curto Dança’ vem para inaugurar este trabalho da Funceb focado em aproximar a dança desenvolvida no estado com a sociedade”. 

Mediação e Difusão
Em julho um novo domingo do projeto MUSEUCURTOARTE será destinado à dança e na sequência virão outros doze domingos da programação, com cada linguagem - teatro, literatura, música, audiovisual, circo e artes visuais -, ocupando, cada uma, dois domingos do cronograma.

Além de mediação o projeto irá realizar ações de difusão, com apresentações completas de atrações. Uma equipe com mais de 20 técnicos estaduais da Funceb e do Ipac idealiza a programação, atendendo à demanda de ocupação de espaços públicos por parte de público e realizadores. Além de eventos, a proposta é disponibilizar espaço para ensaio de grupos cênicos.  A dinamização do Passeio Público e do Palácio da Aclamação será voltada para a difusão e será iniciada assim que as obras em andamento sejam concluídas.

O aumento do diálogo com a sociedade e a dinamização artística de equipamentos públicos tem como objetivo incentivar o maior uso e sentimento de pertencimento da população para com esses equipamentos. O IPAC é responsável também pelo Museu de Arte Moderna, Palacete das Artes, Palácio da Aclamação, Solar Ferrão, museus Abelardo Rodrigues, Udo Knoff e Tempostal, além da Praça das Artes, no Pelourinho, o IPAC detém espaços bem localizados em Salvador. No interior, o Instituto administra o Parque Castro Alves (Cabaceiras do Paraguaçu), Museu do Recôncavo (Candeias) e Museu do Recolhimento (Santo Amaro). Saiba mais em  http://www.fundacaocultural.ba.gov.br/ e www.ipac.ba.gov.br

Dança no Museu, com Lia Robatto
O encontro coordenado pela coreógrafa e pesquisadora Lia Robatto no Museu de Arte da Bahia integra série Processo Compartilhado e é voltado para alunos e profissionais de dança, além de interessados de forma geralA partir da dança haverá uma  integração de diversas formas de expressão, numa tentativa de abordagem plástica, musical, corporal e poética, estimulando colaborações individuais e principalmente grupais. O objetivo é levantar ideias criativas, num processo de corpos em movimento. A linha estética será construída coletivamente. Eventualmente poderá surgir durante o processo uma temática ou narrativa.

Esta vivência será baseada em técnicas de criação em grupo, através de elementos da dança num esboço de estruturação coreográfica. Sub-grupos serão estimulados  a apresentar provocações através de gestuais significativos para que os demais reajam criativamente. Este encontro será documentado através de imagem e som para uma auto-avaliação  dos participantes.

O trabalho proposto é inspirado no conceito de “obra aberta” dos anos 60/70, tendo como referência a época da contracultura, tão distante hoje do individualismo exacerbado vigente que vem isolando as experiências auto-expressivas, salvo esforços dos esparsos coletivos de jovens artistas.
Processo Compartilhado já teve duas vivências similares realizadas com sucesso na Bienal da Bahia, promovidas pelo Museu de Arte Moderna - MAM, uma no casarão do Solar do Unhão, em junho de 2014,em regime de “alta intensidade”, e outra no Teatro Castro Alves, em agosto, com mais de oito encontros e participação de cerca de 30 artistas convidados em cada sessão.
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