Contra Colômbia, Brasil deixa guerra de lado para ser feliz no Ceará

Sob choro de jogadores e torcedores no Mineirão, a Seleção Brasileira precisou derrotar o Chile nos pênaltis, no sábado, para continuar na Copa do Mundo. Às 17 horas (de Brasília) desta sexta-feira, a equipe enfrenta a Colômbia, no Castelão, em Fortaleza (CE), apostando em rivalidade quase nula contra o adversário para sobreviver às quartas de final do Mundial. Luiz Felipe Scolari, que sempre temeu o Chile, até respira aliviado ao falar do oponente. "Não é só questão de encaixar e de técnica. A Colômbia é mais técnica que o Chile, que agrupa melhor atrás, tem força e joga com um espírito e uma dinâmica de jogo diferente. A Colômbia é bem melhor, joga um futebol jogado", disse o técnico, curiosamente, mostrando alívio, exatamente, elogiando a Colômbia. "Não existe guerra contra Colômbia. Nossas guerras são contra Chile, Uruguai e Argentina, não temos nada contra Colômbia. Nossos jogos contra eles, sejam amistosos ou valendo por qualquer campeonatos, são alegres, disputados com força e vigor, com cada um buscando seu espaço, mas não tem rivalidade. A amizade mesmo entre os torcedores é muito grande", prosseguiu o treinador. Em semana na qual a preparação psicológica de seus comandados foi amplamente contestada pelas lágrimas nos jogadores antes das cobranças de pênalti, incluindo um desespero do capitão Thiago Silva no gramado, ter um rival mais inocente é um alívio. A Colômbia não catimba e, na bola, o Brasil sente ter mais chance de ganhar. "Querendo ou não, argentinos, uruguaios e chilenos jogam em cima do nosso time com malandragem e perspicácia, e não temos isso que eles têm. Contra a Colômbia, vai ser muito difícil porque eles são bons, mas também temos qualidade. E, sem guerra, os jogadores se sentem mais à vontade", explicou Scolari. Se a parte psicológica corre menos riscos, segundo Felipão, a questão técnica terá que ser resolvida por, basicamente, os mesmos atletas. A única mudança no time que empatou pelo Chile é forçada: Luiz Gustavo está suspenso por acúmulo de cartões amarelos e Paulinho volta à equipe, forçando Fernandinho a jogar mais recuado. Com este posicionamento tático, a Seleção não foi além do 0 a 0 com o México na primeira fase, também no Ceará, e se sente em dívida. "Será um jogo bonito porque reúne equipes com muita qualidade. Quem ganha é o torcedor. Como não fizemos gols neste estádio quando passamos por aqui contra o México, queremos presenteá-lo com gols, mas o primeiro objetivo é a classificação", falou Thiago Silva. A meta é a mesma dos colombianos. O país chega pela primeira vez às quartas de final de uma Copa do Mundo, mas tem números que o colocam em condições de rivalizar em igualdade com a nação mais vezes campeã mundial. Mesmo sem o astro Falcao Garcia, o time conta com James Rodríguez, artilheiro do torneio com cinco gols, e balançou as redes 11 vezes em quatro jogos e só sofreu dois gols, sendo a equipe que passou com mais facilidade pelas oitavas de final batendo o Uruguai por 2 a 0. Para esta sexta-feira, o técnico argentino não terá nenhum desfalque, e trabalha com a esperança de seus comandados. "Trabalhamos para chegar o mais longe possível. Desde o primeiro jogo, sabíamos que não seria fácil e nossa mentalidade é ir passo a passo. Não viemos aqui para passear, mas para dar tudo e buscar o título. Será um grande jogo, porque os dois times estão jogando um futebol muito bonito", apostou Pablo Armero, ex-lateral esquerdo do Palmeiras.
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