NOTA DE LUTO DA ARBITRAGEM BAIANA

SINBAF – Sindicato Baiano dos Árbitros de Futebol
CNPJ 00.088.117/0001-79 -Considerado de Utilidade Pública Municipal pela lei 6.637/05 de 21 de janeiro de 2005
Filiado a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol, em 25 de outubro de 2000 pela Carta Consultiva 06
End. Av. 7 de Setembro, 71 - Ed. Executivo - 2º andar - Sala 205 - Centro - Cep: 40060-000 - Salvador - Ba
Tel: (71) 3017-7557 E-mail: sinbafba@hotmail.com - Site: www.sinbaf.com.br
Sindicato Baiano dos Árbitros de Futebol
1992
NOTA DE LUTO DA ARBITRAGEM BAIANA
Diante da atual falta de confiança, respeito, comprometimento, apreço e consideração que nós árbitros baianos estamos passando, vimos à necessidade de esclarecer diversos pontos ao público futebolístico da Bahia. Senhores desportistas, fazemos uso desse espaço para manifestar toda a nossa indignação com o que vem acontecendo com a arbitragem da Bahia. Categoria esta que nunca esteve tão bem preparada e capacitada para exercer com louvor essa árdua “profissão”. Homens éticos, preparados psicologicamente, tecnicamente e fisicamente como ficou evidenciado há poucos dias (28/03) com aprovação de 100% do quadro de árbitros da FBF, nas provas FÍSICAS E TÉCNICAS, aplicadas pela CBF. Mesmo assim, qualificados que são, continuam a serem “expulsos com cartão vermelho”, da sua maior festa, as finais do Campeonato Baiano de Futebol.
Por que sempre ocorre esse desprestigio e falta de confiança com nossos árbitros? Nosso questionamento é porque em toda a competição estadual de 2014, estivemos acima da média em acertos, se comparada com estaduais de outras regiões do país, então nada mais justo que nossos árbitros baianos, arbitrassem as finais. A arbitragem da Bahia em nada comprometeu a legitimidade das partidas da competição. Pelo contrário, fomos elogiados pela Comissão Estadual de Árbitros, imprensa, dirigentes e até pelos torcedores, que reconheceram nossa boa fase nas redes sociais.
Mesmo com toda essa qualificação, conquistada no campo de jogo, fomos retirados das finais, desqualificados, e pior, desprestigiados por aqueles que deveriam nos apoiar, pois levamos a competição toda com zelo, dedicação, comprometimento e seriedade. Fomos “impedidos” de arbitrar nas nossas finais, preteridos por “colegas” de outros estados. Nada contra esses profissionais, mas será que eles não erram, ou são melhores que os nossos? Será que são superdotados e que conseguem ver além das lentes das câmeras? Não senhores, são humanos, como nós baianos e estão, também, sujeitos aos equívocos e as “pressões”. A única diferença é a sua naturalidade, pois não nasceram na Bahia, só isso. Não sentem o reflexo do clássico, não sentem na pele a vitória ou derrota de uma boa ou má arbitragem. Será que podemos arbitrar uma final de um campeonato brasileiro, uma final de Copa do Nordeste, um clássico em outro estado, ou uma copa do mundo e não temos a “capacidade” de apitar uma final de campeonato baiano? Será que o nosso grande pecado é ter nascido na Bahia e viver na boa terra? Será que pecado maior ainda é pertencer ao quadro de árbitro da Federação Bahiana de Futebol?
SINBAF – Sindicato Baiano dos Árbitros de Futebol
CNPJ 00.088.117/0001-79 -Considerado de Utilidade Pública Municipal pela lei 6.637/05 de 21 de janeiro de 2005
Filiado a Associação Nacional dos Árbitros de Futebol, em 25 de outubro de 2000 pela Carta Consultiva 06
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Sindicato Baiano dos Árbitros de Futebol
1992
Logo nosso estado de grandes personalidades como Maria Quitéria, Rui Barbosa, Castro Alves, Caetano, Gil, e de outros tantos conterrâneos ilustres, não pode ser um defeito pertencer a esta terra.
Estamos indignados, revoltados e tristes com essa lamentável, e equivocada decisão. Precisamos mudar esse pensamento provinciano que nos cerca, há anos, pois na grande final, no palco principal do futebol baiano não poderemos atuar porque somos “incompetentes” e precisamos ser “preservados”. Não queremos isso, somos profissionais e homens dignos.
Enquanto muitos, após as rodadas do campeonato baiano 2014, estavam em suas casas, no aconchego dos seus lares dormindo, nos árbitros baianos estávamos pelas estradas tentando voltar para nossas famílias, correndo os riscos da vida e que agora sem um motivo plausível, recebem como prêmio mais uma vez, árbitros de outros estados para finalizarem a nossa grande festa. Obrigado por nos preservarem.
Infelizmente senhores, por hora, só nos resta protestar, e externar toda a nossa indignação com o que vem acontecendo com a arbitragem da Bahia. Como explicar ao público, amigos, nossas famílias, que não fomos convidados para a grande festa de encerramento do nosso campeonato, e temos explicação plausível para isso? Se hoje, com um campeonato “erro zero”, não conseguimos apitar uma final entre Bahia e Vitória, o que dizer para os alunos que estão no atual curso de árbitros da FBF? Estudem, dediquem-se, preparem-se, corram, mas nas finais da competição, vocês assistem em casa, porque estão condenados a NUNCA arbitrarem uma final em seu estado. Vocês não serão “competentes” para tal feito e precisarão novamente, serem “preservados”.
Finalizamos com a satisfação de termos honrado a nossa profissão, enquanto estivemos em campo. De termos conduzido essa competição do início as semifinais, de forma impar e sem erros, onde fomos homens corajosos, dignos, competentes, comprometidos com o futebol baiano e com o público em geral, mas que, novamente, fomos destituídos da grande festa que agora passaremos a ser meros expectadores e torcedores, nosso muito obrigado!!!
OS ÁRBITROS E ÁRBITRAS DE FUTEBOL PROFISSIONAL DA BAHIA TÊM COMPROMISSO E RESPEITO PARA COM O FUTEBOL BAIANO, MERECEMOS MAIS RESPEITO.
Salvador, 09 de abril de 2014.
Arilson Bispo da Anunciação
Presidente SINBAF
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